... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

As coisas parecem estranhas agora, meio sem jeito, meio rápido e diferente. A gente vai acostumando, vai criando vínculos, vai abrindo o coração para pessoas, amizades e objetos novos. Ontem existiam pessoas que me eram essenciais, hoje consigo ser feliz também sozinha. Ontem eu amava alguém, hoje eu me amo. Algumas coisas acontecem para que a gente conheça melhor os outros e reafirme as questões sobre nós. Quando você começa a viver sem fazer planos para daqui um mês, para amanhã, para daqui uma hora, você passa a aproveitar mais, então as coisas tendem a ficarem mais fortes e marcantes, mesmo que não durem até a “eternidade”. Você começa a soltar as rédeas e deixar que a vida diga o que é melhor. Vai aprendendo a gostar de gostos e sabores, prazeres e amores, de dentro para fora, sem precisar de ninguém, só deixar sorrir e acontecer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário